domingo, 28 de junho de 2009

Da Minha Janela

PabloPicasso,Woman-at-a-Window

Espreito a noite e as estrelas
A imensidão escura de um céu
pontilhado de brilho.
De um brilho que queria sentir
No meu peito.
O fumo do cigarro aquece a melancolia
despovoada e silenciosa.
Os argumentos deslizam na mente fatigada
De tento rever a mágoa molhada em palavras
Que se repetem.
A arquitectura da mente e da alma espelham
A impossibilidade da espera.
O sentir e o pensar, paradoxos incomensuráveis
Que a noite abarca num oceano de incertezas.
E amanhã? Da minha janela, contemplarei o mesmo?

1 comentário:

quase imortal disse...

Nunca, mas nunca, as paisagens se repetem...